A Revolução Francesa com sua Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi o primeiro marco civilizacional da época moderna, estabelecendo direitos civis. A luta dirigida pelo movimento operário internacional consolidou direitos políticos e sociais. A emergência da barbárie, agravada por esse sistema financeirista e monopolista que degrada homem e natureza, ameça todos os direitos humanos. Aprofundando a democracia, devemos aspirar um novo marco civilizacional: o socialismo.
quarta-feira, 21 de junho de 2023
Nós fazemos a história e forjamos nosso destino com as próprias mãos
sábado, 23 de julho de 2022
O amor vencerá o ódio
sexta-feira, 25 de março de 2022
terça-feira, 16 de fevereiro de 2021
A DOR MAIOR E A ESPERANÇA
sábado, 7 de novembro de 2020
Para onde estamos indo? Devaneio de 07.11.2011
domingo, 25 de outubro de 2020
DISCURSO DE POSSE DO PROF RAILTON SOUZA
DISCURSO DO PROF. RAILTON SOUZA – POSSE NOVA DIRETORIA SINPRO GOIÁS 2020 – 2024 - 20.10.2020
“Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e
são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis.” Bertolt Brecht
Boa noite colegas professores presentes, funcionários do Sinpro Goiás, dirigentes sindicais, representantes da entidades da sociedade civil, autoridades, familiares e amigos!
Há 4 anos, em 20 de outubro de 2016, em pleno decurso do golpe do capital contra o trabalho, travestido de impeachment, a Diretoria do Sinpro Goiás tomava posse, com a tensão e a consciência de quem sentia, imaginava e antevia os enormes desafios que enfrentaria. A história confirmou o que se esperava. Foram quatro anos de luta intensa, sem trégua.
O Sindicato dos Professores do Estado de Goiás enfrentou, nesse período, os maiores ataques aos direitos da categoria da nossa história recente. Reforma trabalhista e Terceirização Ilimitada durante o governo Temer, para citar os primeiros graves retrocessos. A Emenda Constitucional 95, que congelou os investimentos do estado brasileiro em todas as políticas sociais, foi outro atraso que alcançou a classe trabalhadora brasileira como um todo.
Ombreados com a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil-CTB, com a Fitrae-BC, Contee e com o Fórum Goiano em Defesa dos Direitos, da Democracia e da Soberania, lutamos nas ruas contra cada um desses retrocessos.
Mas as investidas contra os direitos dos trabalhadores não paravam por aí.
Com a eleição de Bolsonaro, alçado ao poder pela força dos interesses do capital internacional e nacional, que para atingir tal objetivo utilizou os meios sujos da “fake news” e da “prisão de Lula, então líder das intensões de voto”, a sociedade brasileira, a classe trabalhadora e as entidades sindicais, passou a um período de trevas.
Como se não bastasse o STF declarar constitucional o fim da contribuição sindical obrigatória, a edição de medidas provisórias destinadas a desestabilizar os sindicatos, como a 873 que proibia o desconto da contribuição sindical em folha de pagamento, passou a ser uma constante nessa nova fase de ataques declarados pelo capital contra o trabalho.
Tais medidas levaram o Sinpro Goiás a reduzir a 1/3 sua equipe de funcionários e sua estrutura funcional. A diretoria do Sinpro Goiás teve que tomar medidas administrativas responsáveis e muito difíceis para manter a sede do sindicato aberta, com todos os seus departamentos, financeiro,jurídico, comunicação e Sinpro na Escola em funcionamento, atendendo a categoria docente, das 7h da manhã às 18h, de segunda a sexta. Tudo isso mantendo o patrimônio do Sinpro Goiás, que é da categoria, e sem endividamento.
Como se não bastasse tantos desafios, em 15 de março de 2020, nota Técnica da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás suspendeu as aulas presenciais no nosso estado em razão da terrível Pandemia da Convid-19, o que levou a categoria docente a um nível mais tenso ainda de pressão psicológica. Desde o
Conselho Estadual de Educação a representação do Sinpro Goiás defendeu a publicação de Resoluções (a começar pela CEE/CP N. 02/2020 que instituiu o Regime de Aulas Não Presenciais), a fim de garantir aos professores emprego e aos estudantes o direito à educação, mantendo-se assim o Sistema Educativo de Goiás em pleno funcionamento.
O Sinpro Goiás defendeu na imprensa, nos conselhos municipal e estadual, no Centro de Operações Emergenciais-COE, no Ministério Público, Ministério Público do Trabalho, na Defensoria Pública, a incolumidade física e psicológica e os direitos dos professores e professoras, exercendo papel decisivo para que as aulas não voltassem de forma presencial, sem as condições de biossegurança e sanitárias para tanto, e para que o calendário escolar aprovado no CEE/GO, que previa férias em julho e respeito aos feriados, fosse cumprido.
Com a abrupta determinação do necessário isolamento social, a categoria docente se viu, de uma hora para outra, forçada a aprender rapidamente novas tecnologias para a mediação das aulas não presenciais. Passou a ser demandada como nunca a se expor virtualmente, de uma forma para a qual não estava preparada. O professor teve que adaptar sua casa para o ensino remoto e trabalhar duro, com recursos técnicos, internet, e insumos próprios, e ainda sob ameaça real de redução de salários, suspensão de contratos ou mesmo de demissão. As consequências em termos psicológicos tanto para alunos quanto para professores estão a olhos vistos nos pedidos de socorro que o sindicato tem recebido nesse período e na grande procura por profissionais de saúde mental, apontadas nos levantamentos estatísticos das secretarias de saúde do município e do estado.
Em nome de manter o emprego e a renda dos trabalhadores, o governo federal, ao editar as MPs 936 e 927, permitiu mais lesões aos direitos dos professores, como férias concedidas sem o devido pagamento conforme determina a CLT, 13° salário, FGTS e previdenciário.
Nessa fase de Isolamento Social o departamento jurídico do Sinpro Goiás, apesar de sua pequena estrutura, se manteve em plantão contínuo, publicando notas, oficiando as instituições de ensino, acionando o Ministério Público do Trabalho e a Justiça do Trabalho quando a demanda exigia tal ação.
O Sinpro Goiás lutou duramente e manteve as Convenções Coletivas de Trabalho-CCT da Educação Básica renovadas até 30 de abril de 2021 e obteve reajustamentos salarias acima da inflação. Quanto ao Ensino Superior, a CCT foi renovada até 30 de abril de 2019 e Sindicato dos Professores não aceitou a imposição patronal que visava impor cláusulas humilhantes e degradantes aos professores durante o processo negocial, o que levou o Sinpro Goias, até o presente momento, a recorrer ao Ministério Público do Trabalho e TRT 18 em busca de pactuar nova CCT dentro de parâmetros normativos que respeitem a dignidade da categoria e o valor social do trabalho.
Agora, na condição de presidente reeleito, quero agradecer a todos os funcionários e diretores que estiveram no início da atual gestão e aos que permaneceram até agora. Obrigado pela dedicação de cada um ao Sinpro Goiás. O zelo de vocês é pela causa mais nobre de todas: a luta na edificação de uma sociedade justa, socialista, que estabeleça relações sociais e de trabalho que respeitem os direitos e a dignidade dos trabalhadores, que valorize a carreira docente e a profissão professor como condição necessária para o desenvolvimento humano, social e econômico com vista à edificação de um país verdadeiramente democrático.
A nova diretoria do Sinpro toma posse hoje com expressiva renovação e com maior presença de mulheres. Aos que deixam a atual direção, fica o agradecimento do sindicato e a certeza de que a luta só está começando. A classe trabalhadora continuará contando com a sua atuação e defesa dos seus direitos.
Dirijo-me a você novo diretor e nova diretora, delegada sindical e delegado sindical, que travou uma dura batalha, no processo da eleição eletrônica do Sinpro, estabelecendo contato direto com a categoria, ouvindo suas críticas e colhendo suas demandas ao pedir o voto e apresentar a Carta Programa com as bandeiras de luta.
Afirmo-lhe que ser sindicalista é se colocar a serviço da categoria, é saber ouvir, é saber dizer não com firmeza ao que é injusto e danoso para a classe que representa e sim, sem titubear, à voz da categoria que lhe elegeu quando lhe convocar para socorrê-la e a defendê-la. Ser sindicalista é saber negociar, utilizando a inteligência, a capacidade de comunicação e o estudo teórico e técnico, sem abrir mão da ética e da defesa inabalável do direito, da correção e do interesse coletivo. Parafraseando Flávio Dino, é “conectar o seu coração ao coração do povo”.
Ser sindicalista é liderar pelo exemplo. Não é lutar um dia, uma semana, um mês, um ano ou alguns anos. É lutar sempre! Ser sindicalista é saber trabalhar em equipe, compreender a força do coletivo. É força de transformação, de esperança, que aponta para frente e indica o caminho. É coragem. É “pelear a peleja do povo”, impelido pelo ideário que leva à certeza de que um outro mundo, com justiça, igualdade e dignidade para homens e mulheres trabalhadores, é possível. Concluo minha fala reafirmando o compromisso dessa Diretoria, que hoje toma posse, já anunciado na Carta Programa na Chapa “Sinpro Goiás, na Luta com Você, na Defesa da Vida, da Democracia e do Emprego com Direitos”, com categoria docente até 20 de outubro de 2024. Seu compromisso é lutar por:
- VIDA plena, saúde, com garantia de incolumidade física e mental dos
professores/as, condições salubres de trabalho; e a solidariedade, como
bandeira primordial;
- ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, maior conquista histórica da
sociedade brasileira, cotidianamente aviltado, pelos três poderes;
- garantia da LIBERDADE DE ENSINAR E APRENDER, mais do que nunca ameaçada;
- rigorosa punição para a prática antissindical em escolas e sindicatos patronais;
- a reconstrução das liberdades sindicais, preservando-se a unicidade sindical;
- o revigoramento das políticas públicas de educação, saúde e previdência, que reclama a imediata revogação da Emenda Constitucional (EC) 95,
responsável pelo congelamento de todas políticas sociais, até 2036;
- a recriação do Ministério do Trabalho e Emprego; sendo o Brasil o único país que não mais o possui;
- a proteção contra o desenfreado e descompromissado crescimento da educação à distância; - a proteção do direito de imagem e da produção intelectual, indevida e ilegalmente apropriados por estabelecimentos de ensino inescrupulosos;
- as condições tecnológicas e os meios de comunicação necessários ao trabalho docente, respeitando-se sua jornada de trabalho contratada e o direito a desconexão;
- a manutenção dos direitos já conquistados;
- a valorização da carreira docente, impiedosamente vilipendiada pelos poderes públicos e pelas escolas;
- cuidado com o meio ambiente, sem o qual não há vida saudável para todos;
- melhoria das condições salariais dos professores e professoras;
- a inclusão dos/as trabalhadores/as, a irredutibilidade dos salários, e o respeito aos seus direitos frente ao avanço das tecnologias de informação;
- direitos à maternidade da professora e combater todas as formas de
discriminação de gênero e de assédio;
- a valorização da carreira docente, em todos os seus níveis de ensino, impiedosamente vilipendiada pelos poderes públicos e pelas escolas;
- os direitos e a dignidade dos/as professores/as idosos/as;
- a construção da escola que queremos alicerçada nos pilares da leitura e da interpretação críticas do mundo e formação da autonomia para o exercício da cidadania ativa;
- o combate à discriminação racial e a todas as formas de preconceito, atuando junto às entidades que defendem essa bandeira, considerando o que determina a lei 10.639/2003;
- os direitos das pessoas com deficiência nas instituições de ensino e na sociedade em geral;
- a educação pública e gratuita como direito e combater a mercantilização, a financeirização e a desnacionalização do ensino, assumindo a palavra de ordem: “EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA”;
- a autonomia dos Conselhos Nacional, Estadual e Municipal de Educação;
- o fortalecimento e participação ativa nas instâncias sindicais às quais o SINPRO GOIÁS está filiado: Federação Interestadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Estabelecimento de Ensino do Brasil Central (FITRAE-BC) e Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino (Contee);
- apoio e participação na luta classista da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), à qual o SINPRO GOIÁS está filiado, visando o seu fortalecimento para a luta geral dos trabalhadores a fim de deter os retrocessos e retiradas de direitos em curso no Brasil;
- a soberania dos povos na condução dos seus destinos políticos, com a inclusão das minorias sociais, respeito à classe trabalhadora e combate às desigualdades sociais e de gênero;
À LUTA!
Sísifo moderno
O TRABALHADOR É O SÍSIFO MODERNO
Eis a condição do trabalhador brasileiro depois de tantas reformas feitas pelo governo, e em curso, que lhe retiram direitos sociais, trabalhistas e previdenciárias: trabalhar de segunda a segunda, até a morte, com salário insuficiente para manter suas necessidades b
ásicas, alimentando forçadamente a lógica perversa da concentração de renda do país. Sísifo, personagem da mitologia grega, foi condenado pelos deuses a rolar uma pedra até o alto da montanha. A pedra descia de volta e Sísifo, eternamente, deveria repetir tal tarefa inglória. Para romper essa fatalista condição, só a força positiva e coletiva do povo. Ao tomar consciência de que tal realidade degradante deve ser mudada a classe trabalhadora, Sísifo moderno, dará a reposta política em favor se sua própria libertação. Para tanto, valores como justiça social, soberania, cidadania plena, ética, valores sociais do trabalho, direitos humanos e solidariedade devem ser pilares inabaláveis de nossa democracia.Texto escrito em 15 de setembro de 2018 em face das contrarreformas com a trabalhista do golpista Temer e previdenciária de Bolsonaro que rasgaram direitos históricos da classe trabalhadora brasileira na CLT e na CF88
VOCÊ É RESPONSÁVEL
CONSCIÊNCIA POLÍTICA É UM DEVER DOS CIDADÃOS E DAS CIDADÃS! O INDIVIDUALISMO EGOÍSTA NÃO DÁ SEGURANÇA NEM MESMO AO PROJETO INTIMISTA DE FELICIDADE. SEM UMA EFETIVA GARANTIA DO BEM COMUM ATRAVÉS DE UM PROJETO POLÍTICO JUSTO, NÃO HÁ COMO HAVER FELICIDADE NO PLANO INDIVIDUAL. A DEMOCRACIA DEVE ORIENTAR A AÇÃO DOS GOVERNANTES COM BASE NO ABSOLUTO RESPEITO À VONTADE GERAL, EXPRESSA EM LEIS. POR TUDO ISSO, NÃO PODEMOS NOS OMITIR JAMAIS DIANTE DA USURPAÇÃO DO PODER POR PARTE DE FORÇAS ELITISTAS QUE DESPREZAM O BEM COLETIVO E CONSEQUENTEMENTE AS LIBERDADES INDIVIDUAIS. VIVER SOB UM REGIME ILEGÍTIMO É VIVER NUM ESTADO ONDE TODOS OS DIREITOS ESTÃO EM RISCO, POIS O USURPADOR QUE NÃO FOI ELEITO NÃO DEVE SATISFAÇÃO A NINGUÉM, MAS TÃO SEMENTE SE PREOCUPA EM DIVIDIR O ESPÓLIO QUE CONQUISTOU À FORÇA DAS MENTIRAS E TRUCULÊNCIAS COM SEUS PARES.
Texto escrito em 15 de maio de 2016 em pleno decurso do golpe do capital contra o trabalho travestido de processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff
A verdade
Quando eu era bem pequeno perguntava a mim mesmo porque o mundo não era perfeito. Queria saber porque a gente se machucava tanto. Compreendi cedo que errávamos e que o tempo não voltava para corrigirmos os erros. Então busquei sempre acertar. Mesmo quando errava, buscava acertar na escolha que fazia. Minha educação foi para o respeito, a ética e a civilidade. Como é difícil se deparar com pessoas que são estúpidas por convicção. Pergunto-me 'desde niño' onde está a verdade? Mas a verdade é tema filosófico por excelência. Ela assume tantas facetas. Mas aqueles que hoje se proclamam seus guardiões absolutos são os mais reprováveis em conduta. As ideologias são quimeras do reino prático do possível. Muitos, desde de Pirro, tornaram-se céticos. Outros, como Protágoras, relativizaram a verdade circunscrevendo-a no universo humano. O que nos resta nesse lindo país, repleto de esperança e igonorância, é ter muito cuidado. Viver é mesmo perigoso, como dissera Riobaldo. Enquanto nosso fim não chega, vamos manter a dignidade.
Texto escrito em 16 de julho de 2014
A sabedoria
Sabedoria: superar a si mesmo
O argumento tolo convenceu a maioria e condenou Sócrates à morte.
O demagogo parece ter vencido o sábio? Sim.
O vulgo sucumbiu ao sofisma e entregou ao sábio o cálice de cicuta.
Mas quem a história consagrou como vitorioso? Sócrates.
O argumento do tolo, Nero, levou o sábio Sêneca à morte.
Quem a história consagrou como imbecil? Nero.
Cícero enfrentou Catilina.
Quem era o sábio? Cícero.
Mas acabou morto a mando de um tolo poderoso.
Giordano Bruno se deparou com o dogmático, Roberto Belarmino, que o levou à fogueira.
Quem a história colocou na fogueira eterna? Belarmino.
Galileu Galilei teve que aceitar a arrogância do esclarecido Papa Urbano VIII que, orgulhosamente cego pelo poder, defendeu o tolo geocentrismo contra as provas experimentais produzidas pelo telescópio do cientista.
Quem venceu?
O heliocentrismo de Giordano Bruno e de Copérnico.
Galileu derrotou a todos e deu a luz à ciência.
O sábio Jesus padeceu sobre o tolo Pilatos ouvindo o infernal ensurdecedor grito do vulgo: Crucifica-o!
A tolice está em moda e desavergonhada.
A tolice tem o voto da maioria na câmara e no senado.
A tolice é o governo que é o desgoverno.
A tolice se veste de verde e amarelo e até de vermelho.
A tolice vota contra si mesma.
A tolice tomou as ruas.
A tolice está na igreja medíocre.
A tolice é nossa vizinha.
A tolice está diplomada.
É douta.
A tolice é escola, faz escola.
A tolice é acima de tudo a mídia.
É o rádio.
É a TV.
A tolice tomou conta das redes sociais.
Está nos cercadinhos, nas bolhas de falsas notícias.
É a pretensa vontade de verdade.
A tolice é uma família de mamíferos perdida numa esquina do infinito.
Mas a tolice não consegue superar a si mesma, pois não se enxerga.
A tolice é ignorância por pressupor saber o que não sabe.
A tolice é endinheirada.
A tolice é pobre.
A tolice tirou a vida do sábio.
Mas a sabedoria está viva.
A sabedoria é a esperança.
A sabedoria é imortal.
A sabedoria é eterna.
A sabedoria vê o mistério.
A sabedoria é o mistério.
A tolice é truculenta.
Bate e tortura por não ter o melhor argumento. Por não ter argumento.
A tolice é despótica.
A sabedoria sofre derrotas, mas vencerá com o fim desse caos que por ora se disfarça de cosmos.
A tolice é um bípede sem plumas sem "sapare aude".
A tolice somos nós quando nos resignamos ao óbvio.
Sabedoria é transcender, é superar a si mesmo. É ir além do homem.
Ela começa com o "thaumazein".
No topo da montanha o ar é rarefeito e são raros aqueles que o alcançam.
Mas a vista de lá é esplendorosa.
(Friedrich Von Brasilis)
Texto escrito em 13 de setembro de 2019
A ignorância
A Ignorância!
Ai meu Deus que horror! Hoje me deparei com a encarnação da ignorância. Ela era sensual, atraente, mas dentro de si havia o mal. Seu olhar, semblante, queriam me arrebatar. Desviava o olhar para que minha alma não fosse contamidada com aquele enxofre que a bestialidade exalava. Vi que sua face queria arrebatar minha sabedoria. Queria roubar minha alma, levando-a para o reino da tolice. Mas resisti bravamente como sempre o fiz. Continuo resistindo e sempre resistirei até o último suspiro do meu frágil corpo. Deus me livre do mal! Railton
Obs: Texto escrito em 13 de outubro de 2014 em razão da ignorância política instalada no período eleitoral da disputa pela presidência do Brasil quando consigamos derrotar o farsante e corrupto Aécio Neves
Existir e conferir sentido à vida
Existir por milésimos de segundo e conferir sentidos à vida
Feliz madrugada do professor!
Feliz madrugada do professor!
O DESAFIO ÉTICO DA COMUNICAÇÃO
sábado, 9 de maio de 2020
NOTA DO CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE GOIÁS COM ORIENTAÇÕES SOBRE A EDUCAÇÃO NO PERÍODO DE ISOLAMENTO SOCIAL
universidades, tendo plena ciência dos enormes impactos negativos que tal interrupção acarreta na vida dos estudantes, educadores, familiares e comunidade em geral. Entenderam que tal medida surgiu como imposição de uma realidade calamitosa excepcional.
Assim, ainda que o Regime de Aulas Não Presenciais não carregue consigo a pretensão de substituir as aulas presenciais em sua integralidade, ao perpassar desigualdades estruturais no Brasil e, ainda que ele exija um esforço descomunal das partes envolvidas – escola, estudantes e familiares – não é possível dele abrir mão, sob o risco de um prejuízo educacional sem precedentes aos estudantes e ao país.
5. Necessidade de integração de pais e responsáveis ao movimento de continuidade do processo de
aprendizagem.
barulhos, interferências e interrupções; evitar estresse e cobranças demasiadas; considerar que o aprendizado de atividades domésticas e outras aprendizagens variadas fazem parte da formação para a cidadania; evitar as críticas ao modelo proposto pela escola e tentar contribuir para que o modelo seja aprimorado, mantendo diálogo direto e franco com a escola, expondo as dificuldades e sugerindo melhorias; valorizar o tempo de convivência, com manifestações de afeto, carinho e suporte; considerar que é um momento único e valioso para estabelecer ou restabelecer importantes laços familiares, imprescindíveis ao desenvolvimento pessoal e social.
estudante aprender será útil para a vida.
conjunto e articulado entre as famílias e as escolas é fundamental para se garantir esse direito à Educação,
e essa obrigação tem previsão legal.
que, de qualquer modo, possam interessar à sua expansão e melhoria, dentre outras.
Para fins de conhecimento, registramos que o Conselho Estadual possui as seguintes instâncias de deliberação: Câmaras da Educação Básica – CEB, do Ensino Superior – CES, de Legislação e Normas – CLN, da Educação Profissional – CEP e o Conselho Pleno – CP, dessa forma esta instituição poderá dar respostas adequadas a todo e qualquer assunto encaminhado.
que estão infectadas, mas não apresentam sintomas da doença), provavelmente serão os maiores vetores para espalhar o vírus. É nesse sentido que o fechamento das escolas é crucial para se reduzir o ritmo de contaminação, contribuindo significativamente para alcançar os índices de isolamento social.
maioria das unidades escolares. Para atender ao distanciamento requerido pelas autoridades sanitárias deve ser mantido um espaçamento de pelo menos 2m² para cada pessoa no ambiente. Isso implica dizer, a título de exemplo que, para uma turma de 40 alunos seria necessário um salão de pelo menos 80m², situação inexistente na maioria
absoluta de nossas escolas; dificuldade de implantar e manter protocolos rígidos de higiene e limpeza individual e
coletiva, cuidados que vão de encontro à impulsividade e dificuldade das crianças e jovens de se adaptarem a esses protocolos; complexidade de adoção de protocolos rígidos de higiene e limpeza, também, para os ambientes e seus usuários, demandando um contingente maior de pessoas (servidores) e insumos necessários para monitoramento e aplicação de produtos de desinfecção e limpeza várias vezes por dia, nos turnos matutino, vespertino e noturno, em todos os ambientes escolares (administrativos, pedagógicos e de convivência), bem como carteiras, mesas, maçanetas, corrimões, dentre outros; a necessidade de utilização de equipamentos de proteção individual por toda a
comunidade escolar, a exemplo das máscaras que tem uma vida útil de apenas 2 horas, além dos cuidados/zelo no seu uso correto; da difícil implementação/adoção pelos alunos, devido às características implícitas às crianças e jovens, de impetuosidade; de desconhecimento da gravidade da doença e rapidez de contágio; da transmissão por
aqueles indivíduos assintomáticos, dentre outras; é salutar que o ambiente escolar seja propício e rico para se estabelecer forte interação humana, com atividades coletivas, brincadeiras e jogos, formação de grupos de interesse, o que não é adequado para esse momento de pandemia que requer a manutenção do isolamento e distanciamento social. Para tanto, requereria um forte grau de autoridade e controle por parte da instituição (da escola) e o entendimento (do indivíduo/aluno) em assimilar as boas práticas de higiene e limpeza e a autodisciplina,
intuito difícil de ser atingido.
Marcos Elias Moreira – Vice-Presidente
Brandina Fátima Mendonça de Castro Andrade
Eduardo de Oliveira Silva
Eduardo Mendes Reed
Eduardo Vieira Mesquita
Elcivan Gonçalves França
Eliana Maria França Carneiro
Gláucia Maria Teodoro Reis
Guaraci Silva Martins Gidrão
Izekson José da Silva
Jaime Ricardo Ferreira
Jorge de Jesus Bernardo
José Leopoldo da Veiga Jardim Filho
José Teodoro Coelho
Júlia Lemos Vieira
Luciana Barbosa Cândido Carniello
Maria Euzébia de Lima
Manoel Barbosa dos Santos Neto
Márcia Rocha de Souza Antunes
Maria do Rosário Cassimiro
Maria Ester Galvão de Carvalho
Orestes dos Reis Souto
Raílton Nascimento Souza
Sebastião Lázaro Pereira
Willian Xavier Machado
acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=1 informando o código verificador 000012945411 e o código CRC E20CB528.




