quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Acelerador de partículas

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Vejam a palestra do físico Arthur Moraes, pesquisador do CERN, centro de pesquisas que criou o LHC, acelerador de partículas. O professor Arthur Moraes trabalha em Glasgow, na Escócia.
Ele está atualizando essa versão antiga e fará um conferência no Colégio Marista de Goiânia com o tema DESCOBRINDO OS MISTÉRIOS DO UNIVERSO, no dia 23 de agosto, às 10h da manhã. Acesse a última palestra:
http://ppewww.physics.gla.ac.uk/~moraes/publications/palestra2009.pdf

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Vida

Percurso






Hoje é o meu aniversário. Fiz desse dia um dia simples. Trabalho. Cuidado com o Arthur. Carinho da esposa. Descanso.

Aniversário para mim sempre foi muito ligado a um sentimento narcísico. Mas o caminho que eu tenho trilhado está me afastando dessa necessidade de espelho.

A vida significa hoje para mim um caminhar sem vacilar, uma decisão de seguir o rumo. Ainda que em algum momento certas coisas possam não fazer tanto sentido.

Não sei ainda para onde estou indo, mas confio no fado.

Nesse percurso existencial, alguns companheiros de viagem ficaram para trás, outros seguiram outros caminhos nas encruzilhadas.

A vida é feita de escolhas. Nossas escolhas nos aproximam de uns e nos afastam de outros.

Encontramos outros novos amigos que estão no mesmo ritmo que perfazemos.

Há pedras no caminho. Há pessoas que nos agridem. Fazem isso porque não conseguem fazer de outro jeito. Não por maldade gratuita.

O amor é sempre um bálsamo que nos alenta. É energia de vida.

O amor é a vida que irrompe, que teima em existir e subsistir.

O amor é a conquista do bem e da verdade.

O amor é a justiça a nos endireitar, a nos dar prumo.

É saber conviver.

Com o passar dos anos, meus passos tão agitados e apressados, estão ficando mais calmos.

Ainda acredito que é importante simplificar a vida. Todos os sábios, epicuristas, estóicos, cínicos, os socráticos e não socráticos, afirmaram a necessidade de buscar o essencial. O que é o essencial?

A tarefa mais árdua é não perder jamais o senso da justiça, da verdade, da equidade e a alegria de viver.

Superar o narcisismo é entender que não somos tão importantes e indispensáveis quanto pensávamos.

Estamos submetidos às mesmas contingências e vicissitudes que qualquer outro semelhante nosso está.

O que talvez nos separe, nos diferencie, são nossos propósitos, nossas escolhas, a disposição para fazer o bem, para buscar o bem coletivo.

Acabamos atraindo pessoas assim para perto de nós, para o nosso convívio.

É claro que convivemos também com os egoístas. O egoísmo é um estilo de vida muito comum. É uma realização do instinto, da energia de vida, da autopreservação, levada ao extremo. É possível sim conviver com os egoístas, não recriminá-los. Mas quando somos muito altruístas, às vezes nos aflinge demais a atitude deles.

Agora preciso sair. Vou descer para encontrar um ou dois amigos aqui em frente de casa. Quem sabe uma cerveja, um brinde à vida...

domingo, 8 de agosto de 2010

Diário no encalço dos Incas - Parte VII

 
O monte Chacaltaya em La Paz





A empresa do ciy-tour enviou um ônibus ao hotel para nos buscar. O ônibus parecia uma Torre de Babel. Havia lá suíços, argentinos, alemães, chilenos, colombianos entre outras nacionalidades. Quando iniciamos a subida não imaginávamos o perigo que nos esperava. O ônibus circulava a montanha numa estrada cheia de cascalho, sem proteção nenhuma para os abismos que avistávamos. Ouvíamos numa mesma língua todos gritarem: uh, uh, uh, uh!!!!!!

Foi uma experiência de medo.

Estação de Esqui no Chacaltaya


Ao chegarmos no local, estávamos já sem ar (oxigênio) e com frio. Avistamos a neve no pico dos montes andinos. Tomamos "mate de coca" e iniciamos uma subida pelas trilhas. Andávamos 15 metros e parávamos sem ar e já querendo desistir. O Saldanha, o Marco Aurélio e o Chicura se adiantaram. Eu e o André seguimos atrás. Paramos inúmeras vezes pensando em desistir. Estávamos num altitude de aproximadamente 5421 metros acima do nível do mar.

Quanto mais subíamos, mais sem ar, com tontura e medo ficávamos. Testando os limites do corpo, controlando a respiração e os batimentos cardíacos, a cada parada conseguimos chegar no primeiro mirante. Estávamos acabados. Buscamos força e ar onde não havia mais e continuamos caminhando até o último topo. A visão é linda!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Percebi o quanto somos pequenos e frágeis. Bastava escorregar numa pedra e estaríamos liquidados para sempre. A grandeza da natureza revela a nossa pequenez, mas ao mesmo tempo desperta no nosso ser a vontade de desafiá-la. O que na verdade é um desafio a nós mesmos. Quando voltamos, começou a cair a temperatura e a chuva de granizo aumentava.

Railton no Vale da Lua
Descemos mais rápido e voltamos no ônibus passando mau. O ônibus seguiu para o Vale da Lua. Um lugar belo, formações geológicas irregulares que lembram o solo lunar. O André ficou no hotel para providenciar as passagens para Copacabana, uma cidade construída pelos colonizadores espanhois nas margens do lago Titicaca, o maior navegável da América. Também é o mais alto do mundo.


Vale da Lua

sábado, 15 de maio de 2010

Reajuste salarial para professores da educação básica em Goiás é de 7%



Reajuste salarial para professores da educação básica, negociado em convenções coletivas pelo Sindicato dos Professores do Estado de Goiás (Sinpro-GO), com dois sindicatos patronais, tanto da capital quanto do interior, é de 7%. Embora menor do que foi reivindicado (10%), o índice, com data-base em 1º de maio, é bastante significativo, considerando a inflação relativamente baixa.

Nesse índice de 7% de reajuste estão incorporados 5,49% de variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo IBGE no período de 1º de maio de 2009 a 30 de abril de 2010, acrescido de 1,51%. Esse índice acordado representa 27,5% de acréscimo, acima da inflação. Veja a matéria completa em:

quinta-feira, 6 de maio de 2010

SHOW COM O MELHOR DA MPB




Amigos, Fiquem atentos para um evento mais que bacana, um momento especial para o deleite da alma e para a elevação estética do espírito:




SHOW COM LAÉRCIO CORRENTINA, TONINHO HORTA E GERALDO AZEVEDO.






quarta-feira, 5 de maio de 2010

LISTA DE CRIANÇA

Em meio a minha correria de docente, trabando em sala de aula e na sala de casa, meu filho Arthur me fez uma exortação: "Pai pega um papel e escreva aí uma lista de criança". Vejam o que ele me ditou:

1) DESENHO
2) BRINCAR COM OS COLEGUINHAS
3) BRINQUEDOS
4) BOLA
5) PARQUE DE DIVERSÕES
6) DAR RAÇÃO PARA O CACHORRO
7) LIVROS INFANTIS
8) IR À ESCOLA
9) VIAGEM PARA A PRAIA
10) ABRAÇO NO PAPAI
11) BRINCAR NA ÁRVORE
12) ASSISTIR TELEVISÃO
13) JOGAR NO COMPUTADOR
14) COMER COISAS GOSTOSAS.

Meu filho Arthur Souza tem 4 anos. Essa lista ele fez para que eu não esquecesse que criança tem suas particularidades e rotinas lúdicas.

domingo, 2 de maio de 2010

Diário no encalço dos Incas - Parte VI


Almoço com o padre Jesús em Santa Cruz
Cadetral de Santa Cruz de La Sierra, erguida há mais de 150 anos
Combinamos um almoço com o Padre Jesús, no restaurante Santana. Apesar da insistência de alguns para comer sandwich (o que lá não havia, no estilo Mc Donald's), fizemos uma boa refeição, ao som de música boliviana, ao vivo, e tomando paceña, a cerveja nacional boliviana. Estamos eu, Marco Aurélio, André, Otto e Saldanha. Nos acompanham o Pe. Jesús e o Marcos Divino, que moram em Santa Cruz, trabalhando em nome da ordem San Pedro Ad Víncula.
Dunas no centro da Bolívia
 
Dunas em Santa Cruz
 
Depois do almoço, o Marcos Divino nos levou para uma região de dunas. Passamos parte da tarde por lá. Depois voltamos para o centro, compramos remédio para a altitude e ganhamos um saco de folha de coca, presente do irmão Marcos Divino.
Viagem para La Paz
"cholas y hoja de coca"
Saímos para La Paz, de ônibus, às 19h e 30 min. Fizemos uma viagem tranquila até agora. Já ao amanhecer, dia 08 de janeiro de 2005, começamos avistar a Cordilheira Oriental Andina. A estrada é perigosíssima. Começamos a mascar folha de coca, e tomar mate nas paradas. Vimos lhamas, casebres feitos de palha e barro, mulheres vestidas com a "pollera". Elas são chamadas de "cholas". Carregam no corpo uma grande quantidade de coisas. Usam chapéu, tem fisionomia bem típica e são baixas.


 O Marco Aurélio passou mau na estrada e a maioria se medicou com o produto feito a base de folha de coca e cafeína.
O João da São Francisco
Chegamos a La Paz e conseguimos um "bom" hotel, o Latino. Lá ficamos hospedados os sete. É que adotamos mais um paulista perdido e solitário, o João, estudante da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP). Depois do banho saímos para fazer o cambio, de dólares para bolivianos, e almoçar.
Mc Donalds falido
Houve um impasse. Alguns queriam sandwiches, semelhantemente ao Mc Donalds e outros não. Para o conhecimento de todos, não há Mc Donalds aqui em La Paz. O de Santa Cruz faliu, uma vez que as pessoas se sentiam intimidadas e preferiam suas comidas típicas. A solução foi "rachar" o grupo. Eu almocei com o João, o Otto e o Alessandro. Quando entrei no restaurante, um antigo seminário do séc. XVIII, pensei que iria comer uma ótima comida, estava passando fome, tonto e com náuseas. Os efeitos da altitude me acometiam. Comemos um "pollo" mau passado e cortado em três ou quatro partes.
Mercado das bruxas em La Paz
La Paz está há 3660 metros acima do nível do mar. Saímos depois, os três, para o mercado das bruxas. Fica próximo da Igreja mais antiga da cidade, a San Francisco, que fica também na praça San Francisco. Encontramos lá toda sorte de artesanatos regionais, roupas e artigos para simpatia: lhama seca, sapo seco, gato seco... Além de inúmeras lembrancinhas, bijuterias e coisas do gênero. Nos dirigimos depois para a rua dos museus, mas chegamos atrasados. Estava fechado.
 
 
Mongos
 

 
Conhecemos, na noite, um bar chamado Mongos, frequentado por mochileiros do mundo inteiro. Nos divertimos bastante. Dormimos tarde e acordamos no dia 09, muito cedo, para ir ao passeio numa montanha andina em La Paz mesmo. o lugar é conhecido como Chacaltaya.

Antiga estação de esqui no monte Chacaltaya, em La Paz