terça-feira, 1 de julho de 2014

FÉRIAS DO PROFESSOR

BOAS FÉRIAS COLEGAS PROFESSORES

Hoje é um dia feliz e triste. Feliz porque marca o início das férias de milhares de professores no país e, especialmente, em Goiás, estado que mantém uma conquista histórica: férias dos professores no mês de julho. Direito que muitos proprietários de instituições de ensino de educação básica querem abolir pelo menos parcialmente, disfarçadamente, com a justificativa da iminência da prova do   tal ENEM.
Ao amanhecer, depois de poucas horas dormidas, pois fiquei até de madrugada corrigindo provas infindas, ainda precisei fazer um movimento mecânico de virar centenas de folhas de provas, já corrigidas, para poder somar uma por uma e lançar as notas na planilha (em muitas escolas devemos depois de tudo isso lançar em um sistema que se encerra em hora determinada, impossibilitando ao professor qualquer segundo de atraso, como no esquema fordista-taylorista).
Os professores da escola privada são submetidos a um esquema rotineiro de ministração de aulas e aulas e aulas, elaboração de provas e correções contínuas. Muitos colegas preferem terceirizar a correção, contratando corretores (e vejam como a terceirização conforme o que reza o projeto de Lei do Dep. Sandro Mabel, tem como único objetivo claro, a precarização das relações de trabalho, com a perda objetiva dos direitos trabalhistas que passam a se perderem em cadeias infindas de transferências de responsabilidades e de instabilidade configurada na efemeridade do contrato de trabalho que em muitos casos não chegam à 12 meses).
A LDB estadual obriga as escolas a destinarem um terço da carga horária para hora-atividade, destinadas a esse tipo de trabalho. Essa lei não é regulamentada em Goiás. As escolas não têm limites. Colocam provas todas as semanas. Algumas obrigam o professor a elaborar provas até duas vezes por semana. Além disso, são submetidos à elaboração contínua de recuperações contínuas, simulados de ENEM e VESTIBULARES, à vontade do empregador, sem limites. O professor que não recebe nada por isso, deve se submeter. Caso contrário, levantado a voz, teme por seu emprego. A cultura goiana, tradicionalista e conservadora, vê nessas escolas que adestram alunos, que os mantêm cativos num processo de assimilação, repetição e reprodução, de “telespecção” passiva de aulas e aulas, o ideal de educação para a competição e inserção no mercado. Aprova, portanto, o sistema de reprodução irracional de provas, simulados, provas, recuperações, provas, segundas chamadas, simulados ENEM, simulados de recuperação, provas, novas provas, outras provas, aulas, aulas show e provas.... E o mais grave, os professores não recebem por todo esse trabalho. Mais-valia pura. Aqueles que pagam corretores podem mensurar a mais-valia que produzem para seus patrões ou que já produziram ao longo desses anos todos. Não tenho dúvida que somam dezenas de milhares de reais.
Isso sem falar nas professoras da EDUCAÇÃO INFANTIL E DO ENSINO FUNDAMENTAL. Em geral, levam uma pilha de cadernos de alunos, planilhas, planejamentos semanais, quinzenais, mensais, bimestrais ou semestrais, sem remuneração alguma para tanto.
Digo sem remuneração porque o professor do setor privado recebe por “aula em pé”, ou seja, hora aula. Todas as demais atividades, reuniões ou provas a elaborar ou corrigir, não entram no cálculo do pagamento. O que configura, como já foi dito, a mais pura e límpida mais-valia. Tanto é verdade o que digo que muitos proprietários de escolas não se importam em criar provas, e provas em modalidades novas, por saberem que os professores se submetem e corrigem sem a ninguém reclamar. Isso sem falar no desvio de função docente, muito comum em Goiás, que obriga professoras e professores a montarem festas juninas, limparem a escola, fazerem matriculas...
Comecei minha história de professor de escolas particulares em 1997. Antes eu já tinha experiência como orador em movimentos religiosos, inclusive grandiosas experiências de falar a milhares de pessoas em grandes ginásios ou estádios pelo país a fora.
Como professor já tive muitas, muitas, muitas alegrias. Gosto muito do que faço. Gosto muito de ensinar filosofia e cidadania para a juventude.
Ao longo do meu caminho já vi todo o tipo de desrespeito ao professor. Eu mesmo fui vitimado algumas vezes. Diretores proprietários, ou coordenadores subalternos, entrando na sala de aula e repreendo o professor frente aos alunos com toda a grosseria. Vigias que lembram, pobres coitados, seguranças de boates, constrangendo e intimidando professores e alunos com olhares invasivos por janelas feitas nas portas das salas de aula. Coordenadores gritando loucamente para professores ou para alunos pelos corredores da escola. Tudo isso e muito mais já vi. Meus colegas podem relatar muito mais. Ameaças de demissão por nada. Assédio moral. Obrigar os professores a visitar portas de faculdades em dia de vestibulares. Correções gratuitas de provas de vestibulares. Aulas de reforço ou extras gratuitas. Participação em reuniões de pais ou atendimento a alunos sem recebimento nenhum por isso.
Mas hoje, dia que marca o início das minhas férias, eu que sou um dos dirigentes do SINDICATO DOS PROFESSORES DA REDE PRIVADA DO ESTADO DE GOIÁS, pude sentir na pele o que é o desrespeito ao professor.
Trabalho dia e noite para ganhar cada centavo de meu salário, destinado a pagamento de impostos, contas e mais contas. Não tenho cargo público ou empresa paralela à minha atividade docente. Vivo de minhas aulas. Em geral, trabalho em três turnos como muitos colegas. O tempo que me resta livre quando não estou em sala de aula nos três turnos é dedicado ao SINDICATO e à elaboração e correção de provas.
Pois bem, hoje acordei feliz, como geralmente acontece. Fui até as escolas que trabalho para entregar as provas corrigidas que ainda estavam em minha posse e receber as minhas férias já que não pude fazê-lo antes por estar trabalhando.
Todos sabem que o pagamento das suas férias deve ser realizado dois dias antes do gozo das mesmas, sendo o salário de julho+1/3 das férias. Mas o que encontro ao reclamar meu direito? A primeira escola diz: só pagaremos as férias no dia do pagamento de junho, no quinto dia julho. A outra: não sabemos ainda como ficará o pagamento das férias. Fiquei sabendo que o meu caso é o mesmo de centenas de colegas. O que nos resta? Denunciar ao SINDICATO, à Justiça do Trabalho, ao Ministério Público do Trabalho.
Ou seja, a realidade de precarização do trabalho é generalizada. Temos uma taxa baixa de desemprego no Brasil atualmente. Mas lhes pergunto: que emprego ou subemprego é esse e sob quais condições objetivas e legais está assentado?
Fico muito decepcionado com a realidade da educação brasileira. São poucas as escolas privadas que valorizam o professor. Quanto ao Estado e ao Município, já somos sabedores da precarização imposta pelo governador Marconi que retirou e continua retirando direitos dos professores e do caso do prefeito Paulo Garcia que amarga uma greve que com seus integrantes ocupando a Câmara Municipal, exigindo o mínimo de dignidade e de respeito aos direitos dos professores do município.
Quanta irresponsabilidade de empresários e do Estado. Essa moçada que estamos formando, parafraseando Renato Russo, é o futuro na nação... “vamos fazer nosso dever de casa, aí então vocês vão ver nossas crianças derrubando reis, fazer comédia no cinema com as suas leis”. Como consolidar o projeto de uma grande nação com essa EDUCAÇÃO MEIA BOCA?
São poucas as escolas privadas que respeitam o direito de férias do professor. Em geral, são as confessionais tradicionais. Aquelas que ainda são tipificadas como filantrópicas. As demais, em sua maioria, não respeitam a CONVENÇÃO assinada como o sindicato dos professores. Negam direitos primários: assinatura na carteira de trabalho, pagamento de descanso remunerado, pagamento de hora aula sobre 5.25 semanas, pagamento de férias e décimo terceiro.
Em fim, estamos vivendo um momento complicado da EDUCAÇÃO no país. A sombra da escravidão, da servidão e ditadura que silenciava os trabalhadores, está pairando sobre nós.
Grande parte das vagas oferecidas para a educação básica é oriunda do setor privado e a MAIOR PARTE das vagas ofertadas para o ENSINO SUPERIOR (mais de 80%) é ofertada também pela rede privada.
Sabemos que a maioria dessas instituições está focada (obcecada) em aprovações em exames (ENEM, VESTIBULARES, ENADE). Ou seja, tudo gira em torno das avaliações. Todos passam a estudar os critérios das avaliações e como treinar melhor os alunos para o sucesso em suas resoluções. Como dizia Foucault em Vigiar e Punir, a escola é um lugar de realização ininterrupta de exames.
Não encontramos escolas, por exemplo, em Goiás, com um centro olímpico ainda que pequeno. Os estudantes, quando muito, ficam ali presos nessas escolas durante um período e voltam depois para casa. Não encontram emprego como aprendizes ou oportunidades de ingressar no primeiro emprego. Muitos jovens não veem sentido de estar na escola, como já não viam na própria família.
Resultado: suportam a escola por causa das amizades, da merenda, da criatividade dos professores com seus projetos heroicos. A conta é simples, muitos serão aliciados pelo tráfico, pela criminalidade. Aí setores conservadores da sociedade civil, orquestrados pela mídia, vão clamar mais uma vez pela redução da menoridade penal sem antes garantir aos jovens direitos básicos de educação e políticas de lazer, desporto e cultura.
O que vemos, portanto, é a inserção de centenas de jovens na criminalidade.
Imaginem se a escola fosse de fato integral, se possibilitasse aos alunos a iniciação esportiva na natação, atletismo, basquete, vôlei, futebol ou artes marciais. Ou mesmo na iniciação artística e musical para aprenderem a pintar, tocar um instrumento ou atuar.
Mas não. O que vemos é a escola que confina, enfileira e fica repetindo aulas, aulas, provas, provas, simulados, simulados. Tudo isso sem estética, cidadania, sem consciência política ou filosófica.
O que podemos esperar de um país que silenciosamente assiste a tudo isso e consente?
Caso não façamos nada agora, o futuro de nosso país será sombrio.


domingo, 27 de abril de 2014

O Bem e o Mal na política brasileira

O bem e o mal em luta eterna na política brasileira.



Capa da Veja de hoje é a expressão clara da plena campanha política dessa revista defensora do bem de poucos, comprometida historicamente com os partidos das elites autoritárias, golpistas, inimiga de todo e qualquer movimento social, popular ou verdadeiramente democrático. 
Uma das milhares de capas que eles esqueceram de publicar é essa sobre os 45 casos de corrupção e de outras imoralidades dos governos de FHC. 
As políticas que para eles simbolizam o mal são essas: valorizavam do salário mínimo que hoje passa de $320,00(dólares); democratização do acesso à universidade/PROUNI; geração de emprego e renda; políticas de transferência de renda não só para elite como antes, mas para os pobres do país; gestão das políticas nacionais e externas autônoma em relação às ingerências americanas e estrangeiras; políticas afirmativas para as minorias, de cotas, de promoção da igualdade de gênero; programas sociais para aqueles que estão abaixo da linha da pobreza e sem segurança alimentar; ampliação do acesso à saúde nos mais diversos ricões do país através do Mais Médicos e atendimento domiciliar do SUS para pacientes com dificuldades de locomoção; Saúde da Família; programas de intercâmbio e iniciação científica/Ciência Sem Fronteiras; crescimento das intituições de ensino profissionalizante/Pronatec; controle inflacionário; políticas de incentivo à agricultura familiar; Programa Habitação de Interesse Social; Minha Casa Minha Vida; investimento nas universidades públicas; leis de incentivo à cultura e ao esporte...
Até quando esse maniqueísmo político que considera o BEM público como mal e o MAL do egoísmo e privatismo que favorecem a poucos como um bem, será tolerado pelo povo?

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

TV A SERVIÇO DOS BANCOS

O jornal anuncia: os brasileiros pagarão dívidas aos bancos com o seu décimo terceiro. É impressionante como o povo brasileiro, lutador e trabalhador, é vítima de um consórcio: estado, bancos e grandes corporações. Ele funciona como força centrífuga que suga as energias e até os centavos dos trabalhadores brasileiros. Graças a esse consórcio acontece uma acumulação fantástica de riqueza nas mãos de um pequeno grupo, formado por alguns brasileiros e por muitos estrangeiros. É incrível! É revoltante!

CONSCIÊNCIA NEGRA

ESTIVE HÁ UM MÊS EM SALVADOR. UM TAXISTA ME DISSE QUE O QUE ESTRAGA AS PRAIS DE SALVADOR SÃO OS FAROFEIROS. A QUEM ELE SE REFERIA? À MAIORIA NEGRA E POBRE QUE OCUPA AS PRAIS NOS FINAIS DE SEMANA E FERIADOS. ESTIVE DEPOIS NO RIO DE JANEIRO. O QUE ME DISSE UM CARIOCA DO CÁUCASO? O QUE DEIXA ESSAS PRAIAS FEIAS E PERIGOSAS? ESSES FAVELADOS. A QUEM ELE FAZIA REFERÊNCIA? AOS POBRES E NEGROS QUE OCUPAM AS PRAIAS. SAINDO DE UM RESTAURANTE EM COPACABANA, UM SENHOR CHEIO DE BRANCURA VOCIFEROU PARA OS SEUS FAMILIARES: NÃO SEI PARA QUÊ DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA. SERÁ NECESSÁRIO ENTÃO, COMPLETOU, CRIAR O DIA DA CONSCIÊNCIA BRANCA. QUEM SÃO EM GRANDE NÚMERO AQUELES QUE OCUPAM OS GAVETÕES DOS IML'S DAS GRANDES CAPITAIS? JOVENS NEGROS E PARDOS, POBRES. COMO SOMOS UM PAÍS CONCRETA E OBJETIVAMENTE RACISTA, E DA PIOR FORMA. O ESTADO EM TODAS AS SUAS ESFERAS AINDA É COMPLETAMENTE IRRESPONSÁVEL PARA CRIAR E GERIR POLÍTICAS PÚBLICAS PARA INCLUIR A POPULAÇÃO JOVEM SEM ESCOLARIDADE E PROFISSIONALIZAÇÃO ADEQUADAS, O QUE OS TORNAM VULNERÁVEIS AO TRÁFICO E A OUTRAS FORMAS DE CRIMINALIDADE. EM GOIÂNIA, CIDADE JOVEM, NÃO HÁ GRANDES REFERÊNCIAS AO PASSADO COLONIAL. SEQUER É FERIADO POR AQUI. MAS OS EFEITOS DA CULTURA COLONIAL DO RACISMO ESTÃO AQUI DE IGUAL MANEIRA. HOJE É UM DIA DE SE GERAR CONSCIÊNCIA DAS RESPONSABILIDADES DO ESTADO E DA SOCIEDADE CIVIL NA OBJETIVA SUPERAÇÃO DO RACISMO E DA DISCRIMINAÇÃO COM A EFETIVA INCLUSÃO DOS JOVENS NEGROS E PARDOS ATRAVÉS DE POLÍTICAS SÉRIAS DE EDUCAÇÃO, ESPORTE, ARTE, CULTURA E PROFISSIONALIZAÇÃO. NÃO PODEMOS PERMITIR QUE ELES SEJAM APENAS OBJETO DAS POLÍTICAS DE SEGURANÇA PÚBLICA, OU SEJA, CASO DE POLÍCIA. ELES DEVEM SER CASO DE POLÍTICA.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

José Dirceu publica carta ao povo brasileiro


Após decretada sua prisão José Dirceu publica uma carta ao povo brasileiro. Leia aqui

"O julgamento da AP 470 caminha para o fim como começou: inovando - e violando - garantias individuais asseguradas pela Constituição e pela Convenção Americana dos Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário.
A Suprema Corte do meu país mandou fatiar o cumprimento das penas. O julgamento começou sob o signo da exceção e assim permanece. No início, não desmembraram o processo para a primeira instância, violando o direito ao duplo grau de jurisdição, garantia expressa no artigo 8 do Pacto de San Jose. Ficamos nós, os réus, com um suposto foro privilegiado, direito que eu não tinha, o que fez do caso um julgamento de exceção e político.
Como sempre, vou cumprir o que manda a Constituição e a lei, mas não sem protestar e denunciar o caráter injusto da condenação que recebi. A pior das injustiças é aquela cometida pela própria Justiça.
É público e consta dos autos que fui condenado sem provas. Sou inocente e fui apenado a 10 anos e 10 meses por corrupção ativa e formação de quadrilha - contra a qual ainda cabe recurso - com base na teoria do domínio do fato, aplicada erroneamente pelo STF.
Fui condenado sem ato de oficio ou provas, num julgamento transmitido dia e noite pela TV, sob pressão da grande imprensa, que durante esses oito anos me submeteu a um pré-julgamento e linchamento.
Ignoraram-se provas categóricas de que não houve qualquer desvio de dinheiro público. Provas que ratificavam que os pagamentos realizados pela Visanet, via Banco do Brasil, tiveram a devida contrapartida em serviços prestados por agência de publicidade contratada.
Chancelou-se a acusação de que votos foram comprados em votações parlamentares sem quaisquer evidências concretas, estabelecendo essa interpretação para atos que guardam relação apenas com o pagamento de despesas ou acordos eleitorais.
Durante o julgamento inédito que paralisou a Suprema Corte por mais de um ano, a cobertura da imprensa foi estimulada e estimulou votos e condenações, acobertou violações dos direitos e garantais individuais, do direito de defesa e das prerrogativas dos advogados - violadas mais uma vez na sessão de quarta-feira, quando lhes foi negado o contraditório ao pedido da Procuradoria-Geral da República.
Não me condenaram pelos meus atos nos quase 50 anos de vida política dedicada integralmente ao Brasil, à democracia e ao povo brasileiro. Nunca fui sequer investigado em minha vida pública, como deputado, como militante social e dirigente político, como profissional e cidadão, como ministro de Estado do governo Lula. Minha condenação foi e é uma tentativa de julgar nossa luta e nossa história, da esquerda e do PT, nossos governos e nosso projeto político.
Esta é a segunda vez em minha vida que pagarei com a prisão por cumprir meu papel no combate por uma sociedade mais justa e fraterna. Fui preso político durante a ditadura militar. Serei preso político de uma democracia sob pressão das elites.
Mesmo nas piores circunstâncias, minha geração sempre demonstrou que não se verga e não se quebra. Peço aos amigos e companheiros que mantenham a serenidade e a firmeza. O povo brasileiro segue apoiando as mudanças iniciadas pelo presidente Lula e incrementadas pela presidente Dilma.

Ainda que preso, permanecerei lutando para provar minha inocência e anular esta sentença espúria, através da revisão criminal e do apelo às cortes internacionais. Não importa que me tenham roubado a liberdade: continuarei a defender por todos os meios ao meu alcance as grandes causas da nossa gente, ao lado do povo brasileiro, combatendo por sua emancipação e soberania."

Preso durante ditadura brasileira e preso novamente na democracia

Rede Globo, patrocinadora e patrocinada da ditadura brasileira, participou no passado e participou ativamente desse processo que chega ao desfecho de hoje com nova prisão de Zé Dirceu, no dia em que comemoramos a Proclamação da República.

Prisão de Zé Dirceu e Genoíno e a criminalização da política

Globo e seus aliados querem o trabalhismo na cadeia 

Há horas e horas, sem fôlego a tv política rede globo, versão News, fala, comenta, se alegra, comenta de novo, justifica e confirma, como instância superior, a condenação do Partido dos Trabalhadores. É um momento histórico como em 1964. Naquele momento foi um golpe direto com a derrubada do presidente eleito democraticamente, João Goulart. Vale lembrar que esse mesmo grupo anos antes cercava o presidente Getúlio, o que culminou no seu suicídio. 
Os filhos desse mesmo grupo, especialmente a prole de Roberto Marinho (membro da antiga escola superior de guerra que tramou e executou o referido golpe)hoje à frente do maior monopólio midiático da América Latina continuam a seguir os passos do patriarca. Agora com um julgamento político o grupo golpista, em nova versão, quer mais uma vez mais uma vez derrubar o trabalhismo, o novo getulismo. 
A comentarista dessa tv afirma agora que Joaquim Barbosa que veio de um meio pobre de negros que eram presos, agora manda prender. Ela diz em outras palavras que esse negro, ao vez de delinquir como seria sua natural condição de negro, faz algo próprio dos brancos, e dos brancos ricos, manda prender delinquentes que ameaçam os ricos. 
Fico aqui, recordando minhas leituras de Maquiavel. Estamos diante da criminalização da política. É um caminho interessante, especialmente se formos abolir o Estado (como queriam os anarquistas) ou se formos instituir uma nova ditadura seja de direita ou de esquerda. A política é coisa para a elite (banqueiros, midiótas, mega corporações). Não é coisa pra pé rapado, para pobre, sindicalista. Isso sugere essa emissora. Criminalizar a política é uma prática comum na história do Brasil. 
Vamos começar a denunciar em cada rincão desse país vereadores, deputados estaduais, federais, senadores, promotores, juízes prevaricadores, fiscais das fazendas... vamos fazer mesmo uma faxina. O povo que isso. O povo quer o poder, quer a moralização da política. Agora, esse povo tem o verdadeiro alvo dessa bandalheira toda: os donos do grande capital, os banqueiros, as corporações midiáticas, os especuladores, essa gente que suga até a alma dos brasileiros. Apoio as prisões de todos os delinquentes da política, tucanos, demos, verdes, amarelos, todos os trambiqueiros, sonegadores, exploradores do povo, ladrões da república. Vamos sim passar o Brasil a limpo!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

II Encontro De Blogueiros e Ativistas Digitais de Goiás

Participem!!!!!!!!



É com muita alegria que compartilho com todos os amigos dessa rede social o convite para o II Encontro de Blogueiros e Ativistas Digitais de Goiás. 
Trata-se de uma realização do núcleo Goiás do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé (http://www.baraodeitarare.org.br/).
Nesse grande evento que conta com a presença de grandes ativistas digitais de renome nacional como é o caso do jornalista Altamiro Borges, o nosso Miro, de Rodrigo Vianna (http://www.rodrigovianna.com.br/), Conceição de Oliveira (http://mariafro.com/), Marcus Vinícius e Camila Marques (http://artigo19.org/?p=2750), além da deputadaIsaura Lemos e do vereador Tayrone Di Martino, debateremos democratização da comunicação, marco civil da Internet, judicialização da liberdade de expressão, análise da conjuntura da comunicação no Brasil e caminhos práticos para quem quer ser ativista digital, com trocas de experiências. 
Vivemos tempos de uma falsa liberdade de expressão e de imprensa que esconde,na verdade, uma sociedade vigiada e censurada pelo poder econômico e político. Convidamos a todos, professores, universitários, estudantes, donas de casa, trabalhadores, ativistas políticos e de movimentos sociais.
Peço que compartilhem esse convite e que participem desse grande evento que preparamos para você! 
Anote na sua agenda: DIA 30 DE NOVEMBRO, NO AUDITÓRIO SOLON AMARAL, NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA. Esperamos você lá!

PARA FAZER SUA INSCRIÇÃO É MUITO SIMPLES. Acesse: https://docs.google.com/forms/d/100mVLxr6UWfGHE80a5yA3I5h0BIgWtsaXmfS8jKHujM/viewform


Núcleo Goiás do Barão de Itararé