sábado, 10 de outubro de 2015

Escolher um amigo

Amigo

Escolhemos nossos amigos não por serem belos, ricos ou pobres, sem defeitos ou perversos, por serem ou não nossos parentes, ou mesmo por pensarem como nós. 
Escolhemos nossos amigos porque os amamos, porque conhecemos sua história e porque o respeito em plena reciprocidade solidária é a marca mais efetiva da relação. A amizade verdadeira se concretiza nas atitudes de cuidado, na compreensão de como nosso amigo se tornou o que é a partir da sua história, com suas venturas ou desventuras. A amizade só é amizade se é pautada nas nobres ações que vão além da utilidade. Dizia o grande filósofo grego Epicuro:

'De todas as coisas que nos oferece a sabedoria para a felicidade de toda a vida, a maior é a aquisição da amizade.

Toda a amizade é desejável por si própria, mas inicia-se pela necessidade do que é útil.

Não temos tanta necessidade da ajuda dos amigos como de confiança na sua ajuda.

A natureza, única para todos os seres, não fez os homens nobres ou ignóbeis, mas sim as suas ações e as disposições de espírito'.

Sem dúvida a relação de amizade é acima de tudo uma relação de justiça,  pois é difícil amar aqueles que reiteradas e cotidianas vezes são injustos conosco, ainda que nos esforçamos.
Somos amigos quando sabemos a hora de estender a mão, encorajar, e mostrar um horizonte esplendoroso e juntos contemplarmos e saborearmos a beleza misteriosa que é viver! Felizes são aqueles que tem amigos de verdade.
Um forte abraço às minhas amigas e aos meus amigos!!!

Razões históricas do ódio de classe

Ódio de classe

Uma tal atitude de ódio de classe só pode vir dos herdeiros da casa grande, daqueles que seus bisavós ou tataravós foram contrários à abolição dos escravos pois tal lei quebraria o Brasil. Só pode vir daqueles que sua geração anterior aplaudiu a ditadura e a apoiou mesmo com o prejuízo de milhares de vidas. Só pode vir dessa gente que não aceita a ascensão dos pobres, pois sabe que isso coloca em risco seu lugar, sua vaga, sua posição privilegiada nas relações sociais de produção e consequentemente de poder. E é exatamente por isso e não por outro motivo que são contrários a todos os programas sociais, notadamente aqueles que destinam cotas ou oportunizam espaço para os menos favorecidos nas reservas que sempre foram propriedades quase exclusivas de elites econômicas durante gerações e gerações.

Rebaixamento do Brasil por agência de risco

Rebaixamento do Brasil!

Como a mídia, especialmente a Globo, comemorou o rebaixamento do Brasil, por uma agência Internacional, no chamado grau de investimento!  Uma verdadeira república de bananas e de macacos é o que somos?! A soberania nacional acabou, depois desse anúncio, meu Deus? O Brasil não é nada para esses vira-latas da mídia? A palavra da agência é verdade absoluta? Não há saída, começam falar os tagarelas da Globo News  Sardenberg e Cia: tem que aumentar os juros blá blá... tem que retirar mais direitos previdenciários blá blá... tem que fazer ajustes para manter o superávit primário e o bolo de bilhões de dólares para asseguar o pagamento da dívida brasileira. Dizem: 'o mercado está preocupado'. Que mercado? Anota aí: banqueiros e especulares. Dizem eles: 'são investidores.' Digo: especuladores! Como essa gente leva a sério essa 'safadagem econômica internacional'? Como levam a sério esses vadios do capital especulativo que vivem criando crises e predando países em crise para 'investirem', ou seja, praticarem a agiotagem e lucrarem bilhões. Por que ninguém fala da necessidade de uma Reforma Tributária que estabeleça justiça fiscal taxando o capital especulativo e as grandes fortunas? Não, dirão. 'Não podemos afugentar o investidor' (leia especulador, agiota). Temos é que motivá-lo e atraí-lo, dirão resolutos! Pergunto, como? Resposta honesta: 'Ferrando com os pobres e trabalhadores, retirando direitos sociais do povo e presevando  os interesses dos mega ricos da elite'.

Civilização contra a Barbárie

Sim à Civilização e Não à barbárie!

O ódio, a intolerância e violência contra religiões afrobrasileiras é mais um termômetro de uma época que está perdendo parâmetros civilizacionais conquistados há séculos; para citar dois: a Declaração de Diteitos do Povo da Virgínia de 1776 e a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789. Isso para não esquecer a Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas de 1948.

Vivemos uma época entorpecida pela ignorância e que, por isso, é tolerante com a violência, especialmente aquela voltada contra certas minorias que a sociedade rejeita: pretos pobres, adeptos de religiões de matriz afro e gays.

Vivemos uma época cinza que se volta contra a democracia e os direitos humanos.

É bom ficarmos atentos, pois se não cuidarmos de preservar a laicidade do estado, o respeito à democracia e a mínima prática da tolerância cidadã, não demorará muito e a sociedade começará novamente a queimar gente considerada infiél em nome de deus.

Cristianismo e Marxismo



Um Café Filosófico com Will Goya e Railton Nascimento Souza


No domingo, 18 de outubro, às 17h, Railton Nascimento e Will Goya debaterão sobre Marxismo e Cristianismo, no Pub Bolshoiem Goiânia.  Você é nosso convidado especial. Vamos conversar sobre os conceitos e pré-conceitos que circundam esses dois temas. Vamos tratar as  possibilidades e impossibidades de aproximação dessas duas visões de mundo.


A tolice

O que é a tolice?

Um amigo meu, filósofo, me disse que tem se sentido como peixe fora d'água em meio a essa onda de ignorância e de futilidade cultural e educacional da sociedade brasileira. Respiramos, segundo ele, sobretudo em Goiás, um ar miserável e paupérrimo de espiritualidade. Disse ainda que se sente cansado de ser civilizador na luta contra a barbárie e a tolice que faz com que os filhos da ignorância resistam ao saber e tenham aversão ao intelectual.A tolice sempre existiu, disse ele. Mas hoje ela está diplomada, está atrevida e não se envergonha. Ela virou elite. A tolice não se enxerga, pois é arrogante do alto do salto de sua ignorância, refletiu meu colega.  A tolice resolveu envergonhar o pensador, desafiá-lo... a tolice se tornou a história, a política, a religião,  a arte, a moral e a justiça, o amor ao banal. Ela tomou a direção do mundo. Ela está substituindo o oxigênio que respiramos. Concluiu o meu querido amigo: por isso estamos sufocados, e se não cuidarmos de encontrar balões de oxigênio ou ambientes pressurizados, morreremos...

Fim do Capitalismo

O fim do capitalismo ou o fim da humanidade

Não é necessário mais que meia dúzia de neurônios para compreender que estamos marchando firmes e acelerados rumo ao nosso fim coletivo. Quem é o grande vilão que nos conduz para o ocaso? O capitasmo! Não haverá futuro na terra se continuarmos com esse sistema que é guiado por uma razão instrumental bestial que depreda, extingue a vida, desmata, polui, aquece o planta, escraviza, desencanta, forma gente alienada, faz guerras, etorpece, gera miséria e monopólios bilionários nas mãos de poucos, adoece, enloquece, e lucra com a doença. Até o Stephen Hawking, já anunciou que nosso futuro, caso queiramos tê-lo, será em outros planetas. O que todos querem é que a economia mundial cresça, e de preferência a 10%. Mas como? Com quais recursos? Eles não são diretamente proporcionais. Desde o velho Malthus já sabíamos disso, apesar de nossas críticas a ele. Mas a lógica bestial da razão instrumental nos arrasta ao desenfreado processo de produção-em-massa-consumo-geração-de-lixo-e-danos-irreversíveis à-vida. O entorpecimento geral é tão grande que quem fala contra essa lógica é chamado de utópico, ambientalista romântico, anacrônico ou é 'xingado'  de socialista. Qualquer um que faça uma defesa mais forte do aprofudamento da democracia e de reformas que efetivem mais igualdade entre os homens, e estabeleça cíticas às facetas degradantes do capitalismo, recebe como resposta esse 'xingamento' que na verdade deveria soar como elogio. O nosso paradigma de desenvolvimento e de cidade ainda é aquele do final do séc XIX e início do séc. XX: energias e produtos derrivadas do Petróleo, com centralidade na indústria automobilística. Resultado: nossas cidades são um inferno quente e a cada vez mais poluídas pois foram pensadas para carros, industrias e coisas, e não pra pessoas. Estamos na era pedra lascada do desenvolvimento e não nos damos conta disso, ao que parece. Logo, o capitalismo bestial e monopolista degradante da vida terá inevitável fim e isso pode não tardar. Só esperamos que consigamos detê-lo antes que ele provoque nosso fim coletivo (Guerra, catástrofe sócio-ambiental). Mas qual sistema substituirá o capitalismo?  Temos que elaborá-lo sob outras bases e mentalidade, pois afinal a historia não acabou.