domingo, 31 de janeiro de 2010

De onde vimos?

Meu filho Arthur, de quatro anos, narrou a mim hoje como era o céu de onde ele veio antes de nascer:
"tinha computador, bolo de nuvens, espaguete de nuvens, chão de nuvens, biscoito de nuvens, teto de nuvens, caneta de nuvens, congelador de nuvens, geladeira de nuvens, armário de nuvens, caneta de cimento de nuvens. Havia poucas coisas, era legal, todos os meus coleguinhas de escola estavam lá. Lareira de nuvens.
Para fazer uma lareira de nuves você pega cimento de nuvens, pega chiclete normal, mastiga ele, e cola.
Lá também tinha tijolo de vidro. Tinha câmara, DVD, controle do ar condicionado (eram feitos de vidro).
Lá tinha um trofeu da maior letra do mundo, a letra A.
Também tinha o trofeu da letra B. Tinha também o trofeu da letra C. Tinha o trofeu da letra H. Tinha o trofeu da letra U. Tinha um trofeu da letra O. Tinha o trofeu da letra P.
Lá também tinha copos de nuvens. Garrafinhas do Girafas de nuvens, Arthur de anjinhos, copos de cimento de nuvens."

domingo, 13 de dezembro de 2009

Stephen Hawking no CERN


Vejam que fabuloso, o homem que ocupa a cadeira de Isaac Newton, nada mais nada menos que Stephen Hawking, acompanhando os trabalhos no LHC, em Gasgow. Trata-se do acelerador de partículas. Podemos acompanhar algumas imagens das colisões e interações através do site: http://atlas.ch/

Graças ao Arthur Moraes, amigo que conheci há mais de uma década, voraz estudioso, mente brilhante, hoje um raro cientista e PhD brasileiro, que trabalha no CERN em Gasgow.

O assalto e a poluição na nossa "CARA".


O que vocês acham desse assalto protagonizado diariamente em Goiânia por esse grupo poderoso grupo (o mau nominado Sindicato), à revelia do MP, formando ainda Cartel, mantendo do preço da gasolina R$ 2.65,00 e do álcool R$ 1.65,00, com variações cinicamente irônicas de um ou dois centavos?

O que vocês pensam em tempos de Conferência do Clima em Copenhague, deainda encontramos tantos caminhões desregulados soltando toneladas e tonelas de dioxido de carbono na nossa "CARA", cotidianamente nessa cidade, e não há DETRAN ou qualquer órgam arrecador de dê jeito nisso.

Por que o município de Goiânia ou o Estado de Goiás ainda não criou leis mais rígidas com relações as emissões de dióxido de carbono?

Essas perguntas e tantas outras me intrigam!

Blog do Professor Railton: TWITTER

Amigos resolvi aderir ao twitter.


Nele encontrei informações rápidas contendo páginas interessantes sobre filosofia, educação, arte, mídia, educação patrimonial, meio ambiente, sociologia, política e outras curiosidades interessantes que podem ser aproveitadas. Tome nota:


http://www.twitter.com/railtonsouza


Abração!

sábado, 5 de dezembro de 2009

"A repetição, a repetição, a repetição..."

"A repetição é a mãe do estudo."

Fonte: http:// www.filosofia.com.br/php
Charge de Rosali




segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Diário no encalço dos Incas - Parte IV

CORTANDO O CABELO


Hoje são 06 de janeiro de 2005. Tomamos aquele mesmo belo café. Os meninos saíram para fazer compras e trocar moedas na casa de cambio. Estou aqui agora diante do computador do hotel e o Otto está no quarto.

FINALMENTE DE MOCHILAS NAS COSTAS

São 9h 33min e estamos aguardando as passagens aqui no hotel. Eu e o Saldanha saímos para cortar o cabelo. Quando voltei ao hotel os meninos já estavam acertando a conta, com as passagens em mãos e mochilas nas costas. Saímos às pressas nos táxis e nos dirigimos a Puerto Quijarro.

TOMANDO O TREM DA MORTE


Quando lá chegamos, avistamos uma longa fila na estação. Confesso que ainda estávamos um pouco tensos por causa de uma sério de coisas que nos disseram sobre perigos. Boa parte delas, é claro, são míticas.
Pegamos a taxa de embarque e entramos no vagão A103 na modalidade Pullman, única que encontramos. Estávamos todos "a postos" no trem da morte. Ele é chamado TREM DA MORTE por alguns fatores do passado. Era o único meio de transporte que atravessava a Bolívia. Por causa das dificuldades do país, comenta-se que nos anos 70 e 80 do século XX, muitos viajavam em cima do trem e pendurados de qualquer maneira. Consequentemente caíam do trem e morriam. Outros narram uma epidemia de febre amarela que acometeu a Bolívia algumas décadas atrás. O trem foi utilizado para o transporte dos doentes.

TREM DO PÓ

Depois passou a ser conhecido também como "trem do pó", na década de noventa. Traficantes utilizavam o trem para transportar cocaína produzida na Bolívia até à fronteira com o Brasil e depois para a Europa.

O que avistamos aqui parados na estação, esperando a saída do trem são vendedores de comidas simples. Inúmeras crianças vendendo sucos de limão. Limonada! Limonada! Limonada! Vendem pratos feitos, churrasquinhos e coisas do gênero. São artigos muito, muito simples.
Nosso grupo não comprou nenhum desses artigos. Não havíamos almoçado ainda. O calor era muito forte. Suávamos muito. O estranhamento foi imedianto. O André, no início do percurso estava como que em estado de "choque". Não estava, aparentemente, preparado para o que enfrentaria.

FAZENDO AMIGOS NO VAGÃO A103

Conhecemos alguns bolivianos que viajavam no mesmo vagão A103, Mayeca, Fernando (um brasileiro-boliviano); Percy e Damary. Havia também muitos estrangeiros nos outros vagões. Eram australianos e europeus.




Diário no encalço dos Incas - Parte III

 
Otto, O PAULISTANO


Havia também um paulistano, perdido, todo suado. Não tinha as informações básicas (carimbo de passaporte, formas de comprar as passagens) e queria embarcar imediatamente para Santa Cruz de La Sierra. Logo o convidamos para se hospedar conosco no Hotel Nacional. Fomos transferidos para um quarto maior com seis camas. O Otto é uma pessoa legal, todos nós o acolhemos bem.

NOSSO NOVO PLANO
 
Nosso plano era acordar amanhã de manhã e ficar na fila da estação para viajar num possível trem extra que sairá amanhã. Teríamos que ficar na fila desde as 04h e 30min para esperar abrir o guinche às 8h. Se tudo desse certo viajaríamos às 13h.

DE VOLTA AO HOTEL NACIONAL


Voltamos ao hotel e ficamos na piscina conversando. O Saldanha sugeriu que procurássemos uma empresa de turismo que foi indicada pelo hotel no primeiro dia da nossa chegada. Ligamos um tal Roney, dono da empresa.
Recebemos uma resposta positiva sobre a compra das passagens de trem para amanhã às 13h, no Pullman. Logo em seguida ele me ligou dizendo que não tinha uma confirmação e que essa só sairia às 18h. Os meninos que já comemoravam tomando uma cerveja, ficaram novamente no baixo astral da expectativa.

ESPERANDO A RESPOSTA FINAL

Liguei às 18h e 30min para o Roney e recebi a confirmação final. Entregamos as cópias dos passaportes e dólares. O Roney emitiu o recibo. Ele se comprometeu a entregar as passagens amanhã às 10h e 30min. Vamos aguardar.